Queen



Queen é uma banda britânica de hard rock formada em Londres em 1971, originalmente composta pelo vocalista Freddie Mercury, o guitarrista Brian May, o baixista John Deacon e o baterista Roger Taylor. Essa formação permaneceu inalterada durante toda a trajetória original do grupo, que acabou com a morte de Mercury em 1991 e a posterior aposentadoria de Deacon, em 1997; porém, ocasionalmente, May e Taylor se reúnem a outros músicos para dar prosseguimento ao grupo.

A banda começou em 1968, quando May e Taylor formavam o trio Smile junto com Tim Staffell, do qual o amigo de escola deles, Freddie Mercury, era grande fã, e após a saída de Staffell em 1971, Mercury juntou-se ao grupo e mudou o nome para "Queen", assumindo o posto de vocalista e pianista. Em 1973, eles lançam seu disco de estreia, Queen, seguido por Queen II e Sheer Heart Attack, e apesar do grupo ter experimentado uma certa projeção mundial com a canção "Killer Queen", foi em 1975 que a banda atingiu o estrelato com o álbum A Night at the Opera, embalado pela canção "Bohemian Rhapsody", levando a banda a vender milhões de discos e a realizar turnês mundiais.

Nos anos que se seguiram, o grupo lançou uma sucessão de álbuns de grande sucesso e consolidou a carreira do grupo, gerando um grande número de canções que se tornaram clássicos da música, como "We Will Rock You", "We Are the Champions", "Love of my Life", "Don't Stop Me Now", "Under Pressure", "Radio Ga Ga", "I Want to Break Free", e muitíssimas outras. As apresentações ao vivo do grupo se tornaram célebres devido as performances carismáticas e inovadoras de Mercury, levando o grupo a um patamar nunca antes alcançado, pois o grupo foi, por exemplo, o primeiro a se apresentar em estádios esgotados na América do Sul e África. Em 1987, quando o grupo estava novamente no auge de sua popularidade, Mercury foi diagnosticado como portador do HIV, e temendo por sua saúde, a banda optou por parar de realizar turnês, sendo o concerto de 9 de agosto de 1986 o último com a formação original completa. Mercury faleceu em 24 de novembro de 1991, no ano em que o grupo completava duas décadas de carreira.
Considerada uma das bandas mais importantes da história do rock and roll, o Queen já vendeu mais de trezentos milhões de discos ao redor do mundo, e é apontado como principal influência de várias bandas famosas que surgiram dos anos 80 em diante, e suas canções continuam a ser lembradas até hoje, fazendo do Queen uma das bandas mais reconhecíveis ao grande público devido a seu estilo único.

Em 1968, os amigos de escola Brian May, um guitarrista, e Tim Staffell, baixista e cantor, decidiram formar uma banda e colocar um anúncio no Imperial College, em Londres, à procura de um baterista ao estilo de Ginger Baker, Cream, e o estudante de odontologia Roger Taylor respondeu, conseguindo a vaga; o trio foi batizado de Smile, que chegou a abrir shows para o então proeminente guitarrista americano Jimi Hendrix. O cantor e pianista Freddie Mercury era colega de quarto de Tim, e seguia assiduamente os concertos do grupo, já que eles possuíam gostos musicais semelhantes, sendo que Mercury, naquela época, cantava para pequenas bandas como Wreckage e Ibex, mas não via futuro para elas, por isso sempre dava conselhos ao Smile, já que ele acreditava muito no trio, e o trio também sempre levava suas ideias em consideração.

Em 1970, Tim decidiu então deixar o Smile para juntar-se a uma banda chamada Humpty Bong, e então May e Taylor convidaram Mercury para se juntar a eles, com o cantor aceitando prontamente, e seu primeiro ato foi mudar o nome do grupo para "Queen". Sobre o nome, Mercury comentou: "eu apenas pensei nesse nome, que soava esplêndido e era forte, universal e fácil de lembrar, estávamos cientes das conotações gays, mas não nos importávamos". Por um tempo, a banda tocou brevemente com um grande número de baixistas, mas não se agradaram de nenhum deles, até conhecerem John Deacon em fevereiro de 1971, que foi efetivado rapidamente devido à forte química que ele teve com o trio. A banda custeou a gravação de quatro canções originais, "Liar", "Keep Yourself Alive", "The Night Comes Down" e "Jesus", formando uma fita demo e enviando para várias gravadoras, mas nenhuma se interessou; uma das respostas que a banda recebeu dizia que a última coisa que se queria na época era outro "aspirante a Led Zeppelin".

Nessa época, o grupo se apresentou pela primeira vez no Surrey College, nos arredores de Londres.
Em 1972, o grupo finalmente conseguiu apoio financeiro para gravar profissionalmente, através da pequena Chrysalis Records, tendo um limitadíssimo acesso ao Trident Studios de Londres, podendo usar as instalações apenas fora do horário de expediente devido ao orçamento apertado. Contendo as mesmas quatro faixas da demo original, junto com outras seis composições, o disco foi finalizado em novembro e lançado no início de 1973, recebendo avaliações moderadas da crítica, sofrendo muitas comparações ao Led Zeppelin, um problema com o qual muitas bandas estreantes tiveram de lidar na época, e o disco acabou não emplacando. Mesmo assim, o grupo estava animado e, em 1974, lançou Queen II, que devido a uma forte campanha de promoção realizada pela Chrysalis, acabou chegando a quinta posição da UK Albums Chart, sucesso alcançado depois que o grupo apresentou a canção "Seven Seas of Rhye", no popular programa musical britânico Top of the Tops. O sucesso do álbum permitiu que a banda realizasse uma longa série de apresentações por todo o Reino Unido.

Ainda em 1974, mais ao fim do ano, o grupo lançou Sheer Heart Attack, que estreou direto no segundo lugar da UK Albums Chart, tendo também uma performance moderada nas paradas de outros países europeus e também nos Estados Unidos. A banda experimentou uma certa projeção mundial com a canção "Killer Queen", considerado o primeiro "passo adiante" do grupo, pois o single chegou ao segundo lugar da UK Singles Chart e surpreendeu a todos ao alcançar a décima segunda posição na Billboard Hot 100 americana, considerando a pouca promoção que o grupo tinha fora da Europa. Outro sucesso do álbum foi a pesada "Now I'm Here", que chegou ao décimo primeiro lugar nas paradas britânicas e foi a canção mais apresentada ao vivo pelo grupo. Agora com um público mundial maior, a banda realizou uma turnê própria nos EUA e no Canadá, e ao fim da turnê, a banda encerrou seu contrato com a Chrysalis e passou a ser representada pela EMI no Reino Unido e pela Elektra Records na América.

Em 1975, se sentindo mais livres em seu processo de criação, os membros do Queen inovaram em suas ideias e gravaram canções diferentes para os padrões da época, e o resultado foi o disco A Night at the Opera. O álbum custou uma fortuna para ser feito e pôs o futuro da banda em perigo, pois caso as vendas não compensassem os custos, o Queen não teria outra opção senão se separar. De fato, a banda enfrentou muitos obstáculos para o lançamento do disco, principalmente devido à canção "Bohemian Rhapsody", um projeto nunca antes visto, sem refrão e divida em várias seções, cada uma dentro de um estilo diferente, incluindo uma ária de ópera; a canção foi rejeitada pela gravadora, que apostava em seu fracasso, mas Mercury estava decidido a lançá-la como single principal e completa, e apesar de sua reserva, a gravadora concordou, e o resultado foi um single que ficou nove semanas no topo das paradas britânicas e levou o álbum a ganhar três Discos de Platina nos EUA. A turnê que se seguiu cobriu América do Norte, Europa, Japão e Austrália.

Agora sob grandiosos holofotes, o Queen lançou uma sequência de álbuns bem sucedidos, todos gerando canções que vieram a se tornar clássicos da música. Em A Day at the Races, de 1976, "Somebody to Love" e "Tie Your Mother Down" foram destaque, sendo que foi em News of the World, de 1977, que foram lançados os dois maiores sucessos do grupo, "We Will Rock You" e "We Are the Champions", que tornaram-se hinos esportivos e são hoje a principal marca registrada da banda.

"Jazz", o álbum seguinte, de 1978, foi mal-recebido pela crítica, sob a alegação que o álbum pouco tem a ver com Jazz, apesar do instrumental acústico refinadíssimo e a alma nervosa e suave das canções - o que parece ser o motivo do nome, não suas semelhanças formais imediatas com o jazz (como acontecia por exemplo com os álbuns de Led Zeppelin, em que se pode dizer que este tom é muito mais evidente). "Jazz" também decepcionou a banda com relação à aceitação do público. Apesar disso, obteve alguns sucessos, como "Fat Bottomed Girls" e "Bicycle Race" (esta última, no Estádio de Wimbledon, teve como produção uma volta completa no estádio de cinqueta mulheres nuas em bicicletas, o que causou um certo choque na opinião pública).
Em 1979 lançam "Live Killers", um álbum duplo gravado ao vivo na sua turné mundial entre janeiro e abril. Brian May aparece espetacularmente em "Brighton Rock", chegando a ser mencionado por Eric Clapton, um dos melhores guitarristas no cenário do rock mundial.

O ano de 1980 marcou uma mudança no som da banda, até então sempre ressaltada nas capas dos seus discos com a frase "No Syntethizers!". Após o lançamento do álbum ao vivo "Live Killers", em 1979, os Queen lançaram o álbum "The Game", combinação entre o glam rock dos anos 1970 e a plasticidade da década seguinte, o qual demonstrava a intenção da banda em inserir na sua música a eletrônica. Este álbum foi um sucesso principalmente nos Estados Unidos, onde a canção "Another One Bites The Dust", com sua belíssima linha de baixo (inspirada na canção "Good Times" da banda Chic), alcançou o topo das paradas de rock, soul e disco. Além dessa canção, o rockabilly "Crazy Little Thing Called Love" tornou-se outro sucesso da banda.

Então, a banda lançou a trilha sonora do filme "Flash Gordon" em 1980. Este disco, pela primeira vez, representou um grande fiasco da banda, não agradando tanto a crítica quanto os fãs.
Com sua popularidade reduzida na Europa, fortemente impactada pela onda Punk que surgia no Reino Unido, o Queen passou a buscar novos mercados para seu som, iniciando visitas a países fora do eixo Estados Unidos-Europa-Japão. Pela primeira vez uma grande banda realizava turnês na América do Sul e África. Na sua primeira passagem pelo Brasil, em 1981, nos doze meses que antecederam o show as rádios de São Paulo só tocavam as canções do Queen.

O disco "Hot Space", lançado em 1982, trazia um som muito diferente, substituindo o heavy metal e o hard rock, por um estilo mais disco/funk, e música eletrônica; foi recebido com alguma desconfiança pelos fãs, que já não viam ali a mesma criativa e inovadora banda. No entanto, a sua turnê foi um grande sucesso, mostrando que mesmo com um álbum pouco conceituado as suas exibições continuavam a atrair mais público. Neste álbum, temos a primeira participação do Queen com outro cantor, David Bowie, na faixa "Under Pressure".
Essa época antecipava a carreira solo de Freddie divorciada do rock, virando-se para a pop e eletrônica. Já eram conhecidas as brigas e discussões dos integrantes da banda, com constantes idas e vindas, ameaças de saída, entre outros problemas, no entanto a banda sempre se manteria junta. Essa década foi marcada pelos trabalhos solo dos integrantes do grupo, marcando assim uma maior distância entre os álbuns. Ficou conhecida na imprensa inglesa a briga que os integrantes promoveram entre as gravações do disco "The Works".

Após lançar "The Works", em 1984, o Queen teve no ano seguinte a sua redenção. Convidados para participar do Rock in Rio, verdadeira cidade do Rock construída no Rio de Janeiro, a banda roubou a cena dos espetáculos, tanto pelas excentricidades de seus integrantes quanto pela beleza de suas apresentações ao vivo, realizados para mais de 250 mil pessoas com a tranquilidade de um espetáculo caseiro.
Em 13 de Julho de 1985, o Queen mostrou a todo o mundo sua condição de Estrela do Rock, ao atrair todas as atenções para o show beneficente Live Aid, em prol das vítimas da fome na África. Essa apresentação do Queen no Live Aid é para muitos críticos o maior show de rock de todos os tempos.

Em 1986 a banda lança o disco "A Kind of Magic", contendo a trilha sonora do filme "Highlander". Este disco trouxe o Queen de volta às paradas de sucesso, com canções bem mais produzidas como "Who Wants To Live Forever", "Friends Will be Friends", "A Kind of Magic" e "One Vision".
No mesmo ano a banda inicia a Magic Tour, a turnê que gerou mais lucros para o Queen, com estádios lotados e vários registros em vídeo e áudio. A turnê foi feita apenas em países europeus.
Em 5 de Julho de 1986 o grupo deu um concerto no Slane Castle em Dublin, tendo como banda de abertura um grupo jovem os The Hits. Em 9 de Agosto de 1986 o Queen se apresentou pela última vez em público. Eles não conseguiram o Wembley novamente; pois, o estádio já estava reservado, então Roy Thomas Baker (empresário do Queen e ex-produtor da banda) consegue agendar um show no Knebworth Park, que teve todos os ingressos vendidos em duas horas; mais de 140 mil fãs se espremeram no parque para vislumbrar o Queen ao vivo pela última vez. Especula-se que o grupo já sabia de antemão que tratava-se de uma despedida dos palcos.

Em 1987 o Queen sai de férias e Freddie Mercury lança seu segundo álbum solo "The Great Pretender". Mais tarde Freddie descobre um caroço em seu ombro, e vai consultar seu médico, que ao fazer a biopsia do caroço descobre que Freddie Mercury é soropositivo. Freddie Mercury então conta a Jim Hutton, na época seu companheiro, e mais tarde a Roger Taylor. No entanto, esta ideia é controversa; pois, várias pessoas confirmam diversas possibilidades de como Mercury descobriu que tinha AIDS, tal como quem foi o primeiro amigo a saber. Em documentário de sua vida, há histórias de que Freddie já teria contraído a doença antes do Rock in Rio e, inclusive, tinha feito o show com a notícia fatal em conhecimento, mas que parece ser pouco plausível já que mesmo seus assistentes mais próximos não confirmam esta versão. Há quem acredite que o primeiro a perceber a doença depois do cantor e o médico foi John Deacon, que, durante uma das festas de aniversário de Freddie Mercury, havia notado algumas manchas em suas costas, quando o cantor encontrava-se dentro da piscina. Interrogado pelo baixista, Freddie resolveu admitir que era soropositivo e, logo após, teria contado aos demais integrantes da banda.
Em 1988 Freddie Mercury faz seu terceiro álbum solo com a participação da soprano Montserrat Caballé (a cantora preferida de Freddie Mercury). A música título do álbum mais tarde virou o hino das Olimpíadas de Barcelona '92. No mesmo ano, Roger Taylor monta uma banda paralela chamada "The Cross" e Brian May segue carreira solo em trabalhos paralelos.

Em 1989 o Queen retorna à ativa e lança o disco "The Miracle", o primeiro a ser lançado em LP e CD simultaneamente, que ficou conhecido pela complexidade de sua capa, então um desafio para os níveis de computação gráfica da época. O disco trazia grandes sucessos como: "The Miracle", "I Want It All", "Scandal", "Breakthru" e "The Invisible Man". O álbum obteve um grande sucesso, e esse álbum foi o símbolo de que o Queen estava mais unido do que nunca. No final de 1989 o grupo foi eleito a melhor e mais influente banda de Rock dos anos 80.

Em 1991 começaram a surgir rumores mais fortes de que o cantor Freddie Mercury estava com AIDS. O próprio cantor negou, e decidiu gravar um álbum livre de conflitos e diferenças. Este álbum foi Innuendo, lançado em fevereiro de 1991. Embora sua saúde começasse a se deteriorar, Mercury esforçou-se para finalizar suas contribuições. O álbum fez grande sucesso, por lembrar um pouco os Queen dos anos 70. Destacam-se as canções "The Show Must Go On", "These Are The Days Of Our Lives", "Innuendo" e "I'm Going Slightly Mad". Duas semanas após o lançamento do álbum, os integrantes da banda já estavam gravando novas músicas. Freddie queria deixar o máximo de material possível para que esse pudesse ser completado pelos demais integrantes da banda.

Em junho de 1991 o Queen gravou o videoclipe da música "These Are The Days Of Our Lives", onde se pode ver um Freddie Mercury muito magro, abatido e com uma voz mais fraca. Monta-se, então, uma vigília em frente à sua casa no Garden Lodge, em Londres, com repórteres e fãs.
Em 23 de novembro de 1991, em uma declaração gravada em seu leito de morte, Mercury finalmente divulgou que tinha a síndrome da AIDS. Doze horas depois do anúncio, no dia 24 de novembro, Mercury faleceu vítima de uma broncopneumonia, aos 45 anos de idade. Seu funeral foi privado, e feito de acordo com os princípios religiosos zoroástricos de sua família. Freddie foi cremado e suas cinzas estão no Garden Lodge.

Em 20 de abril de 1992, os fãs dividiram a tristeza pela perda de Freddie no "The Freddie Mercury Tribute Concert", um show-tributo que reuniu várias bandas e artistas famosos, realizado no estádio de Wembley (Londres). Músicos como David Bowie, George Michael, Annie Lennox, Elton John, Liza Minnelli, Robert Plant, Roger Daltrey, Tony Iommi e bandas como Def Leppard, Extreme, Guns N' Roses e Metallica, juntamente com os integrantes remanescentes do Queen, (Brian May, Roger Taylor e John Deacon) tocaram os maiores sucessos da banda.

Os integrantes do Queen na verdade nunca se separaram, embora o último álbum de estúdio da formação original tenha sido lançado em 1995, ironicamente intitulado Made In Heaven ("Feito No Paraíso"). O álbum foi realizado a partir das últimas sessões gravadas pelo cantor em 1991, além de material descartado de álbuns anteriores.
Em 1997, John Deacon, depois de gravar o vídeo clipe "No One But You" (música em homenagem a Freddie Mercury) junto com o Queen, decide se retirar do mundo da música para se dedicar à família.

Em 2005 os membros remanescentes do Queen (Brian May e Roger Taylor) juntam-se a Paul Rodgers (ex-integrante do grupo Free e do Bad Company) e fizeram uma extensa turnê pela Europa, que gerou um álbum e DVD chamado "Return of the Champions".
Em 2007 o Queen lança o compacto single "Say It's Not True" que foi lançado também para download na Internet. A música, composta por Roger Taylor, fala sobre a AIDS.


Comentários

  1. Muita interessante, gostei.
    Seu blog tem um conteúdo muito bom.
    bjos lindo!

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